LISBOA QUICK TRIP - UM JANTAR NA TRINDADE

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Jantar na Trindade já faz parte dos rituais das férias de Verão cá em casa. Sempre que lá vamos aproveitamos para fazer um mini roteiro. Partilho com vocês todos os passos. 


Começamos sempre já ao fim da tarde, ao subir o elevador da Glória. Confesso que não é a melhor altura do ano para andar neste género de transportes. Espaços pequenos, Lisboa repleta de turistas e o calor não são a combinação ideal. Mesmo se tiverem a sorte de encontrar um lugar sentado, vão sempre apanhar um sovaco estrangeiro com vontade de vos conhecer melhor. Este ano calhou-me uma grega que se tentava agarrar ao apoio que estava por cima de mim...


Já lá em cima, no Bairro Alto, andamos uns três minutos e, já a salivar, entramos no restaurante. Mas… aguentem a gula porque o tempo de espera é considerável durante alguns dias da época alta.

O restaurante vai buscar o nome à casa, o convento da Santíssima Trindade que data do século XIII. A título de curiosidade, o grande terramoto de 1755 destruiu grande parte desta colina e, quase por completo, este convento; assim nasceu a expressão “Caiu o Carmo e a Trindade”.


Para mim, o espaço faz a aura do restaurante. O átrio inicial tem painéis de inspiração maçónica. A primeira sala de refeições tem nas paredes painéis de azulejos enquanto a segunda ostenta painéis naturalistas. Todo o interior é lindíssimo e a ambiência medieval mantem-se preservada. Alguns empregados vestem, inclusivamente, uma espécie de hábito de monge, e o próprio menu assemelha-se a um livro antigo. 

A cervejaria propriamente dita só surge em 1836 pela mão de Manuel Garcia, um empresário galego que reedifica o edifício outrora devastado e que constrói a sua fábrica cervejeira. A partir daí, passando por várias mãos e formatos, chega aos nossos dias.




Mas há que não esquecer a comida, o outro ponto forte do restaurante. Como bons portugueses, começamos sempre pelo belo do croquete. Uma maravilha e estão sempre quentinhos! Passamos então para o Bife à Trindade, um bife com ovo a cavalo e com um molho divinal cuja receita se encontra no segredo dos Deuses, acompanhado por batatas fritas. Pelo feedback que tenho, porque não sou grande apreciadora de doces, as sobremesas, na sua maioria doces conventuais, também são realmente muito boas.


É considerado um restaurante um pouco mais caro (preço médio por pessoa entre 20€/25€) porque não se come nada de muito elaborado além daquela comida base tipicamente portuguesa e de marisco. No entanto, sempre que lá vou, encaro-o como uma experiência e não como uma simples ida a um restaurante. Gosto muito da Trindade. E, por não ir tantas vezes assim, no máximo duas ocasiões por ano, cada vez que a visito torna-se uma ocasião especial.


(Alerta piada seca) "Comi que nem um abade"... Assim, antes de voltarmos a descer o elevador, para terminar e “desmoer” do jantar, damos sempre um passeio pelo Jardim e pelo Miradouro de S. Pedro de Alcântara. 


Este é um roteiro curto que se faz muito bem por aquela zona. Estas duas/três horas são rentabilizadas ao máximo num passeio mais calmo em que conseguimos ficar a conhecer alguns pontos de interesse da zona sem ter de andar muito. Recomendo e espero que tenham gostado!

E vocês, já conheciam o restaurante?
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