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FEIRA INTERNACIONAL DE ARTESANATO | UM RITUAL DE VERÃO

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Olá miúdas,

Parece que já estamos no Verão. E, se há ritual que marca o início do meu, é a Feira Internacional de Artesanato (aka, FIA). Acontece normalmente na última semana de Junho, dura uma semana e eu nunca perco uma edição. Lá arrasto sempre comigo o meu namorado que, coitadinho, nunca me diz que não (thanks miúdo!) ;) Os bilhetes variam entre 2,5€ e 5€. Afinal de contas, é apenas um pequeno contributo para a feira.


A FIA tem um ambiente único que junta todo o tipo de pessoas, nomeadamente: as que gostam do artesanato mais tradicional e português, os multiculturais e os que gostam de comer. Passo a explicar: a feira divide-se em três pavilhões. O primeiro está dedicado aos artesãos portugueses, o segundo aos vendedores de artesanato de outras nacionalidades (africanos, indianos, paquistaneses, russos, chineses, brasileiros, etc.) e o terceiro aos melhores manjares que Portugal tem para oferecer. E o cheiro que lá se faz sentir é delicioso. Pães com chouriço, bifanas, linguiça, leitão, bolas de Berlim de vários sabores, crepes, gelados... É uma perdição. 


Na FIA tenho uma tradição: compro sempre um presente para a minha mãe e outro para a minha avó porque adoram presépios ou figuras de Santo António - a feira é um terreno fértil nestas matérias. E os artistas portugueses nunca deixam de me surpreender. Para mim compro uma peça de bijuteria diferente. Este ano foi a vez de comprar uma gargantilha (a que vêem na imagem). Supostamente era uma pulseira para o pé mas eu gostei tanto que perguntei ao vendedor se havia possibilidade de fazer em forma de choker. Ficou, mais ou menos, por 10€ e é prata indiana.
Ahhh, e atrevam-se a discutir o preço, é engraçado. Quem sabe, não descobrem em vocês uma veia regateadora?


A FIA tem uma aura diferente e especial, e acho que é isso que me chama todos os anos. Vá, a mim e ao Diogo :P
É uma excelente iniciativa e faço questão de apoiar os nossos artesãos. Para quem tiver curiosidade, há sempre workshops e conferências muito interessantes. Já alguma vez foram? Têm curiosidade?

Beijinhos e até ao próximo post,

MEMÓRIA DO HOLOCAUSTO | CAMPO DE CONCENTRAÇÃO, BERCHTESGADEN E CASA DA ANNE FRANK

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Ontem (27.01) comemorou-se o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Este foi um dos posts que sempre idealizei partilhar aqui com vocês e, quando no noticiário tomei conhecimento da efeméride, apercebi-me de que não haveria melhor momento.  
Há algum tempo, fiz um género de roteiro por alguns pontos importantes da Segunda Guerra Mundial em vários países: o campo de concentração de Dachau, meia hora a norte de Munique, o Berchtesgaden na Baviera e, finalmente, a Casa Museu de Anne Frank em Amesterdão. 



Dachau foi o primeiro campo de concentração edificado pelos nacional socialistas; construído logo em 1933, depois de Hitler chegar ao poder.


Vários campos de concentração tinham esta inscrição nos seus portões: Arbeit macht frei, em português “O trabalho liberta”, para que os prisioneiros julgassem que aquele se tratava apenas de um campo de trabalho e não de extermínio, evitando assim o pânico geral. Este foi o conceito que escondeu durante muitos anos o que se passou. O portão de Dachau que aqui vemos foi roubado em 2014 (ainda tive a sorte de o ter visto).


Não havia escapatória possível destes campos. Numa extremidade de Dachau havia uma enorme vala precedida por uma grade de arame farpado. No exterior, esperava ainda um rio gélido com ambas as margens cobertas por arame farpado, uma vez mais.


Os campos de concentração tinham inúmeras construções para albergar os prisioneiros. Hoje em dia, normalmente, já só se conservam uns quantos, permanecendo a estrutura térrea de modo a que não restem quaisquer dúvidas do número de pessoas que por lá passaram (como vemos na imagem da esquerda). 

Dentro de Dachau existem várias salas com pertences dos presos e das milícias que lá permaneceram, mas também objetos e relatos que verdadeiramente mostram as atrocidades que se cometeram. Na imagem vê-se uma mesa à qual o prisioneiro era amarrado para ser espancado com o bastão de madeira, tendo de contar em voz alta as arremetidas dos oficiais da SS. Lá é tudo muito cru e nada se esconde; tudo se encontra bem documentado e explicado.


Em outra zona entra-se efetivamente nas camaratas com as salas das camas, cacifos e casas de banho partilhadas. Não sei se conseguem perceber pela imagem mas as paredes de vidro ou madeira têm uma espessura mínima e na Alemanha fazem-se sentir temperaturas baixíssimas.


A câmara de gás e o crematório ficavam numa das extremidades de modo a evitar que os presos se recusassem a ir até lá. Aliás, estes pensavam que iam tomar “banho”, daí a inscrição Brausebad (chuveiros). Os corpos eram transportados para o crematório que se encontrava logo ao lado.



Estima-se que durante os 12 anos, das 200 mil pessoas que lá foram aprisionadas, 41 mil tenham morrido. Em maio de 1945, o campo foi libertado pelas tropas americanas, dias antes do fim da II Guerra Mundial na Europa.




O Kehlsteinhaus (em português, o Ninho da Águia) é uma construção imponente edificada no cume da montanha Kehlstein, a quase 2 quilómetros de altitude. O edifício foi erguido com verbas do Partido Nazi e oferecido a Hitler como prenda pelos seus 50 anos. Este era como que um retiro para férias do führer apesar de lá não ter estado muitas vezes. Tinha uma decoração avassaladora, um elevador com ornamentos em ouro, uma adega com os melhores vinhos e obras de arte roubadas pelos nazis. Muitas da fotografias que existem de Hitler com Eva Braun foram ali tiradas.
Não sei se já viram a minissérie Irmãos de Armas (a minha série preferida de sempre!! Vejam! Tem uma qualidade incrível!) sobre a história dos soldados americanos da Easy Company; nos últimos episódios, com a conquista do Ninho da Águia, vemos uma reconstituição que nos mostra como seria o interior (já que grande parte dos móveis e objetos foi removida). 


O Berchtesgaden diz respeito à área completa: o centro de documentação sobre a guerra, o bunker e o Ninho da Águia, o chalé no topo da montanha.  

Sobre a casa da Anne Frank, em Amsterdão, não vos consigo mostrar fotografias já que é estritamente proibido fotografar ou gravar no interior (as imagens que vos mostro aqui da casa não são minhas). 


No entanto, posso dizer que é completamente impressionante já que muito do que lá está parece imutável e porque subimos realmente aquelas escadas minúsculas íngremes e vemos, inclusivamente, o anexo secreto da família.

Não sei se gostaram deste post mais fora do comum mas é um rumo que também quero incluir no blog: ir partilhando com vocês este conteúdo mais “cultural”.
Sinto-me verdadeiramente privilegiada por ter feito esta viagem; é um período que me fascina. É muito violento psicologicamente tomarmos consciência e ver realmente a barbárie e dor que o Homem tem a capacidade de infligir, no entanto, faz parte da História e é incontornável conhecermos este período negro da cronologia mundial (mas sobretudo europeia), sobre o qual ainda nem se passaram 100 anos.
Eu e o meu namorado já estamos a idealizar uma segunda viagem ainda maior de modo a incluir muitos mais pontos importantes da Segunda Grande Guerra.

Não queria obviamente passar-vos aqui uma aula de História mas acredito na partilha de informação e acho que não nos devemos ficar pelos outfits, maquilhagem, filmes ou séries de televisão. Acho que tudo o que conseguirmos passar de valor uns aos outros é mais que válido. Qual é o vosso feedback?

Beijinhos grandes,

TRIP AND TRAVEL | HARRY POTTER STUDIOS

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O ano passado eu e o meu namorado fomos a Londres. Não era a primeira vez para ambos já que esta é a nossa cidade de eleição por isso marcámos esta viagem com o intuito de ver aquilo que tinha ficado por conhecer nas outras ocasiões, evitando aqueles lugares mais turísticos da capital que já havíamos visitados (London Eye, Bristish Museum, Madame Tussauds, etc.). Mas uma coisa era certa, íamos visitar o Harry Potter Studio Tour. A saga marcou a nossa geração e tanto eu como o somos entusiastas. Neste post vou contar-vos a nossa experiência e deixar algumas dicas futuras para quem procura visitar os estúdios.


O Harry Potter Studio Tour oferece-nos a visão dos bastidores da saga. Foi lá que, durante mais de dez anos, foram filmados os oito filmes. É curioso pensar que durante aquele tempo, os estúdios foram a casa dos atores e de toda a produção. Aqui podemos visitar os sets, os adereços, os fatos e muitas das peças que realmente apareceram no filme. Não são réplicas, são mesmo reais. Por isso mesmo you can see but you cannot touch.

Bilhete: preço e como comprar
A entrada custa £35 por pessoa. Eu sei, é um preço bastante caro. Mas para os aficionados vale mesmo muito a pena. Uma vez que as visitas são agendadas segundo dia e hora, os bilhetes não se vendem no estúdio, somente no site oficial ou em agências, devendo ser comprados com alguma antecedência. Eu preferi comprar alguns meses antes, por via do site oficial (aqui). Marcámos para o horário de manhã (11:30h) de modo a que pudéssemos ainda aproveitar algumas horas da tarde já em Londres.

Como chegar
O Harry Potter Studio Tour está situado em Watford, Hertfordshire. Nós fomos de metro para a estação de Euston e de lá apanhámos um comboio para Watford Junction – percurso de mais ou menos meia hora e com o preço de £10 por pessoa (ida e volta). Daí, finalmente apanhámos um vaivém particular do parque – acrescentem mais dez minutos ao percurso e mais quatro libras por pessoa (ida e volta também).

A experiência
A experiência começa quando ainda nem chegámos à primeira sala do percurso. O hall de entrada ostenta fotografias gigantes das principais caras da saga, o carro dos Weasley e o pequeno quarto de Harry na casa dos tios.
A visita começa numa sala semelhante a um cinema, com um ecrã gigante no qual vemos um pequeno filme que nos traz à memória todas as recordações dos filmes e que nos imerge completamente no espírito. No final da exibição, o ecrã sobe e revela-nos, inesperadamente, Hogwarts. Recordo-me perfeitamente que naquele momento até senti arrepios (totó, eu sei). Entramos então pela grande porta e estamos realmente no Great Hall, que parece bem maior no ecrã. É impressionante ver aquilo que julgamos tão distante nos filmes, ali, mesmo à nossa frente. Cada disposição, cada objeto, cada detalhe.


Passamos depois para várias salas gigantes com uma miscelânea de adereços, cenários, roupas, cabeleiras, máscaras de silicone… Todas as criaturas fantásticas e ambientes únicos que a J. K. Rowling uma vez sonhou estão ali em exibição. Passamos pela sala do Dumbledore com todos os seus livros, pela casa do Hagrid, pelo quarto dos rapazes na ala dos Gryffindor... Tudo o que possam imaginar. Aqui existem ainda várias experiências interativas em que o preço ronda as £12 (como uma sala com um green screen em que tiram fotografias como se participássemos num jogo de quidditch) mas não houve nenhuma que nos atraísse realmente.

Antes do último pavilhão a visitar, passamos por uma zona ao ar livre onde se vê a rua e a casa muggles mais conhecidas do mundo: o número 4 de Privet Drive. Logo ao pé encontra-se o Knight Bus, outro exemplar do carro dos Weasley, as peças de xadrez em tamanho real, entre outros. Nesta mesma área existem ainda duas barraquinhas que vendem refeições rápidas como sandes e cachorros e, à imagem dos nos filmes, a famosa cerveja de manteiga. Foi aí que almoçamos uns cachorros quentes saborosos (e caros, diga-se de passagem) e, como não podíamos deixar de experimentar, a famosa ButterBeer. Meu Deus, foi das piores coisas que já provámos. Demasiado doce e artificial. Acho que poucas são as pessoas que gostam. Tanto é que nesta parte exterior existem caixotes do lixo com um orifício específico para verter o líquido.
Se lá quiserem ir, aconselho-vos a que se façam acompanhar por uma merendinha e por uma garrafa de água. Sempre é uma boa forma de comerem melhor e de poupar algum dinheiro numa viagem que por si só já é muito dispendiosa.  

Passamos depois pela Diagon Alley, a minha parte preferida de toda a visita. Quem cresceu a ver o Harry Potter nutre o desejo lá ir e comprar a sua própria varinha e a Nimbus. Foi impressionante ver cada detalhe, como são os candeeiros, as portas, os letreiros, as montras…



Para terminar, há uma sala exclusivamente dedicada a um modelo colossal de Hogwarts, construído numa escala de 1:24, utilizado na realização das filmagens exteriores do edifício nos primeiros seis filmes. Este modelo enorme demorou seis meses a fazer e apresenta um detalhe incrível. Para sairmos do edifício do parque, como na grande generalidade das atrações turísticas, somos forçamos a passar pela loja de souvenirs. E deixem-me que vos diga minhas amigas, que perdição que é! As coisas são lindas mas o preço... Upa upa! O item mais barato é um chupa a £3.95 e o mais caro, a £495.95, é uma replica de qualidade premium do robe do Dumbledore. Eu acabei por comprar um cantil dos Gryffindor para manter o meu chá quentinho (£14) mas o que eu queria mesmo era esta sweater (£69.95).



No total da visita, demorámos entre três e quatro horas MUITO MUITO bem passadas. Os empregados são todos muito simpáticos e voluntariam-se para nos ajudarem a tirar fotografias. Para quem gosta dos filmes, acho que é um investimento muito bem feito. São memórias que nos ficam para sempre. Enquanto vos escrevo, a vontade de lá voltar só cresce.

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